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A internet nos proporciona aprendizado, momentos de lazer, informações para nossos negócios, ferramentas para nos comunicarmos com rapidez e eficiência, enfim precisamos dela, seja no trabalho ou em casa, ficamos cada vez mais conectados, mas até que ponto a utilização da internet pode ser um vício.

Quantas horas por dia você passa navegando na internet?  Existem pessoas que ficam mais de 8 horas diárias, conferindo seus e-mails, redes sociais, pesquisas diversas, notícias, ufa, muita informação. Às vezes ficam madrugadas inteiras conectadas para não perder nenhuma novidade que acontece na rede. CUIDADO! Isso pode gerar sérios problemas tanto psicológicos quanto físicos, chegando a um estágio que pode ser chamado de dependência, como ocorre com álcool, cigarro e outras drogas. Só que, nesse caso, se trata da chamada “dependência virtual”.

Os números são alarmantes, cerca de 170 milhões apresentam sintomas de uso abusivo da internet, com o desenvolvimento das redes de comunicação, mais pessoas terão acessos à internet, a tendência é que esses números aumentem.

A estimativa é que 4% dos internautas desenvolvam o que a psicologia chama de uso patológico da internet ou Transtorno de Dependência de Internet (TDI). São pessoas que, depois de tanto tempo conectadas, não conseguem mais imaginar vida além da virtual e até quando estão off-line – desconectadas –  se preocupam com o que está acontecendo na grande rede, explica a psicóloga Luciana Nunes, do Instituto PsicoInfo, do Rio de Janeiro, que desenvolveu uma terapia exclusiva para o TDI.

A dependência pode gerar muitos problemas, fechado num mundo virtual as pessoas ficam cada vez mais longe das atividades físicas, contatos sociais, amigos, criando um ambiente propício a doenças, obesidade, até depressão. Numa sociedade cada vez mais informatizada, não dá para abrir mão de estar conectado, mas não é saudável deixar relacionamentos, lazer e outras experiências reais para  dedicar-se só ao mundo virtual.

É preciso limite

Se você usa a internet todos os dias, como ferramenta de trabalho ou lazer, é preciso bom senso para não se tornar um dependente dessa rica ferramenta, que ajuda e pode atrapalhar a vida de muitas pessoas.

Agora! Se você deixa de sair com os amigos, acorda no meio da noite para ver mensagens no e-mail, via smartphone e tem dificuldades de se desconectar do mundo virtual é porque precisa de ajuda.  Se você, como eu, não está entre os dependentes, mas vive plugado, tente, pelo menos, perder menos tempo na internet. Uma pesquisa realizada no Reino Unido mostrou que as pessoas desperdiçam, em média, dois dias de trabalho por mês em buscas inúteis pela internet, além de um terço do tempo total on-line sem um objetivo definido. Difícil é resistir a tantos links logo ali, a um clique de distância.

No seu dia-a-dia tente limitar o uso desses recursos no que realmente interessa, não saia acessando tudo ao mesmo tempo, querendo aprender, ler, conhecer, se informar do que acontece no mundo. Nós vivemos na era da informação, uma quantidade imensa de informações circula na internet a todo instante, e você não precisa estar a par de tudo. Use esses recursos ao seu favor, organize suas tarefas, agende horários e gerencie bem sua vida on-line.

Se você leitor é pai, verifique a quantidade de horas que seus filhos ficam na internet, jogos e atividades on-line. É preciso estipular limites, conversar e conscientizar, principalmente as crianças para que do futuro não se tornem dependentes do mundo virtual. Mostre que a vida tem outras opções, sair com os amigos, praticar esportes, além de ser ótimo para saúde e bom para mente.

Veja essa reportagem sobre um jovem dependente de internet:

Números

1,7 bilhão
É a quantidade de internautas ao redor do mundo, segundo estatística da organização especializada Internet World Stats.

10% de viciados
É o percentual de usuários dependentes de internet.

4,5 milhões
É o número aproximado de dependentes que vivem no Brasil.

Esses números são muitos expressivos, principalmente no Brasil hoje as pessoas passam mais tempo na internet do que o país que a inventou, o Estados Unidos. É preciso muita conscientização para mostrar as pessoas que o uso abusivo da internet pode gerar problemas.

A sociedade está começando a se mobilizar para minimizar esse problema, no Brasil existe uma clínica especializada em dependência de internet, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, onde recebem e tratam pessoas com esse distúrbio.

Na Inglaterra foi criada a primeira clínica para tratamento de pessoas viciadas em games, assista a reportagem:

Você é viciado em internet?

Você fica mais tempo na internet do que com pessoas “reais”?
Se você costuma gastar suas horas com atividades on-line mais do que com pessoas da sua família, amigos ou de outro tipo de relacionamento, realmente você precisa ficar atento, pois esse é um dos primeiros sintomas do problema.

Você acha que “sem a internet não dá para ficar”?
Quando você não está conectado, fica ansioso, com tédio ou irrita-se com facilidade e quando volta a se conectar fica bem de novo, cuidado é outro sinal ruim.

Você não consegue manter seu próprio controle na internet?
Se você planeja ficar um certo tempo na internet e sempre fica mais que o necessário, cuidado é um péssimo sinal.

Você percebe a necessidade de diminuir o tempo online, mas percebe que ele só aumenta?
Você percebe que tem que diminuir seu tempo on-line, mas suas tentativas estão frustradas e o tempo aumenta cada vez mais, cuidado!

Você tem mentido ou disfarçado para os outros sobre o tempo que  fica conectado?

Fique de olho se desde que começou a ficar mais tempo on-line você tem tentado enganar ou mentir para seus familiares ou pessoas mais próximas a respeito da relação que você estabelece com o tempo na internet.

Mesmo sem estar na frente do computador, preocupa-se com o que está acontecendo no mundo virtual?
Quando  está envolvido em outras tarefas cotidianas e não pode estar on-line você chega à sua  casa  e corre para  ligar seu computador (ou dá um jeito mesmo fora de casa) para ficar “inteirado” dos acontecimentos virtuais? Então, fique alerta.

Você sente que sem a internet a vida não teria graça?
Você, mesmo tendo amigos, família, sente mais prazer nas atividades on-line e que sem internet sua vida seria péssima, ou ainda se  tem notado que, desde que começou a usar com maior frequência a internet, vem sentindo-se irritado ou deprimido. Situações assim merecem atenção.

RESULTADO
Se apresentar pelo menos quatro  desses sintomas por um período maior do que seis meses, procure ajuda profissional para analisar essa dependência da internet.

Faça o teste completo no site do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e deixe um comentário com seu nome e resultado.

Afinal, por que a internet vicia?

A interatividade da internet proporciona as pessoas expor suas idéias, interagir com outras pessoas, mostrar ao mundo seus conhecimentos. Isso se torna muito mais interessante do que lê um livro ou assistir um bom filme. A possibilidade de anonimato, aliviar a tensão, se distrair faz com que muitas pessoas preferem o mundo on-line do que o mundo real.

Eu uso a internet como ferramenta de trabalho, sou blogueiro, preciso estar sempre antenado, produzindo conteúdo, confesso que às vezes fico surfando um pouco demais na rede, mas sempre controlo meu uso. Tento sempre manter um equilíbrio entre internet, família, relacionamentos com amigos, enfim, uso a internet a meu favor.

Vou deixar algumas dicas para você não se tornar um viciado por internet:

– Organize seu dia-a-dia, agende horários e atividades;
– Limite o uso diário on-line;
– Tenha vida social “off-line” ativa;
– Curta sua família, seus filhos, pequenos detalhes fazem muita diferença;
– Faça uma viagem, conheça melhor onde você vive;
– Assista a um bom filme, sempre que puder.

A internet quando usada da maneira correta proporciona uma grande fonte de aprendizado, porem é preciso cautela e controle para não cair nas suas armadilhas.

É você como usa a internet? Deixe sua opinião! Participe das discussões!


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Fontes Pesquisas

Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP

Instituto PsicoInfo

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