Prática cresce entre empresas de TI, mas gestores ainda desconhecem funcionalidades da virtualização além do armazenamento em nuvem

Os investimentos no processo de Virtualização na área de Tecnologia da Informação (TI) aumentaram cerca de 80% nos últimos três anos, segundo informações da Associação Brasileira de E-business (E-business Brasil). Em pesquisa realizada em março deste ano, com mais de 500 diretores e executivos do setor, a organização constatou que 59% dos entrevistados já utilizam a virtualização em suas diversas formas, principalmente com o objetivo de reduzir custos.

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Apesar dos números positivos e do buzz em torno da computação em nuvem (cloud computer, em inglês), é considerável o número de organizações que ainda desconhecem o conceito. De acordo com a pesquisa, uma em cada três empresas ainda não conhece amplamente esse modelo computacional e não consegue detectar os ganhos significativos para os negócios. O conceito de computação em nuvem refere-se a compartilhar e interligar a memória e as capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores por meio da Internet, daí a alusão às nuvens. O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas ou de armazenamento de dados.

O que muitos também ignoram é que a virtualização vai além do armazenamento em nuvens. Empresas de TI já utilizam a modalidade de trabalho na manutenção e até na instalação de serviços e sistemas. É o caso da Platão Sistemas, desenvolvedora de softwares para a área de serviços, com sede em Belo Horizonte. A empresa implementou um sistema de ERP na Reta Empreendimentos Imobiliários Ltda., que fica em Divinópolis, interior do estado, e todo o processo foi feito remotamente. Desde a apresentação do software até a instalação, todas as etapas aconteceram virtualmente, através da web.

O servidor do cliente está conectado à internet, o que permite acesso ao sistema remotamente e gera economia e rapidez nos processos, como explica Felipe Horta, CEO da Platão Sistemas: “Além de cortar o gasto de tempo com deslocamento da equipe, são eliminados os custos com diárias do profissional, hotéis e passagens. O tempo de treinamento e de implantação é calculado como 20% menor que o da implantação presencial, convencional. Já o valor da hora de treinamento/implantação sofre um desconto de até 50% do valor original”.

Depois da instalação, as informações do sistema também ficam disponíveis na nuvem, podendo ser acessadas com facilidade de qualquer lugar do mundo com acesso à internet, até mesmo de tablets e smartphones. Para Ricardo Alfeu, sócio da RKM Engenharia, que também utiliza o software da Platão, as empresas buscam sistemas de fácil acesso e de baixo custo de implementação. “A RKM tem 20 anos e já usou diversos sistemas muito avançados que existem no mercado, mas nenhum atendeu completamente. Em muitos casos o programa é até completo, mas precisa de uma equipe de TI interna para cuidar dele, o que encarece bastante para a empresa. Já o sistema da Platão é de simples acesso. Na RKM, o sistema é usado desde o presidente até a faxineira”, avalia.

O processo também traz vantagens para as empresas de TI, que, com a diminuição do tempo gasto com cada cliente, conseguem atender a um maior número de empresas ao mesmo tempo. “A tendência é de que os serviços prestados sejam virtuais. O atendimento remoto é uma realidade e dificilmente este quadro será revertido”, afirma Felipe Horta.

Dados sobre a Virtualização

A pesquisa com 500 executivos de TI, feita pela Associação Brasileira de e-business em março deste ano, apontou que serviços de virtualização cresceram 80% no Brasil em apenas 3 anos, além de ser usado por 59% dos entrevistados, em suas diversas modalidades.

De acordo com a análise, entre as que já utilizam alguma forma de virtualização, 59% aderiram nos últimos três anos, 21% o fizeram há um ano, 17% já utilizam há entre quatro e sete anos e apenas 2% dos executivos afirmaram que suas empresas passaram a investir no processo há mais de sete anos.

A pesquisa também descobriu que 44% das empresas buscam a virtualização quando há necessidade de redução de custos com energia elétrica, espaço para armazenamento e compra de equipamentos.

O armazenamento é a vertente mais utilizada pelas empresas (65%), seguido de aplicações (6%), desktops (3%) e servidores (2%). Na outra ponta, 22%acham desnecessária a implantação da virtualização e outros 9% dizem não ter a intenção de adotar o serviço.

Por Tinno Comunicação

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