Lendo o Jornal a Gazeta, encontrei essa interessante matéria, ela fala justamente que eu mais descrevo em meus artigos de segurança, ter foco na equipe interna, para depois se proteger das ameaças externas. Não adianta termos inúmeras ferramentas de proteção, sem treinamento e educação dentro da empresa. Segundo estatísticas, a maioria dos incidentes de segurança é causada por colaboradores interno.

Vejam também esse artigo:  Política de segurança da informação – Como Fazer

Download de material pornográfico, roubo de dados, contaminação por vírus e até vazamento de informações sigilosas. Se sua empresa ainda não possui um bom sistema de segurança da informação, esses são apenas alguns dos riscos aos quais está sujeita.

No Brasil, empresários e profissionais de Tecnologia da Informação (TI) gastam com antivírus, firewalls e outras formas de proteção para ameaças externas, como vírus e hackers. Nos Estados Unidos, a situação é inversa.

Segundo pesquisa realizada pela RSA, divisão de segurança da EMC – uma das maiores empresas do mundo em infraestrutura da informação -, 53% dos chefes de segurança consideram que ameaças internas são as mais perigosas. E é facil entender o porquê.

Só em 2008, 7% do prejuízo de organizações americanas foi causado por fraudes internas, de acordo com dados da ACFE (Associated of Certified Fraud Examiners). Parece pouco, mas tendo em vista o PIB do país, o valor chega a US$ 994 bilhões.

A última pesquisa realizada no Brasil pela KPMG, também de 2008, mostra que o número de crimes virtuais triplicou dentro das empresas. Mesmo com os dados alarmantes, ainda há quem não se proteja.

Bloqueios

O especialista em segurança da informação Vaner Vendramini alerta para os riscos. “Os usuários estão cada vez mais proficientes na gestão da informação. Se você tem um sistema interno sem bloqueios, dá a seu usuário muita facilidade para modificar ou subtrair informações sigilosas”, detalha Vendramini.

De acordo com o consultor em segurança da informação Denny Roger – palestrante internacional e autor de mais de 100 projetos na área – o que não faltam são casos de crimes praticados dentro de empresas brasileiras.

Em um dos exemplos citados pelo consultor, uma empresa do setor químico teve suas planilhas de custo e produção vendidas para a concorrência. Em três meses, a empresa perdeu 75% da fatia de mercado que ocupava.

Para Denny Roger, o maior desafio das empresas é a conscientização. “O computador não faz nada sozinho. Nosso maior desafio é conscientizar as pessoas”, finaliza o consultor em segurança da informação.

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Geração Y acha que pode tudo diante do PC

Para o consultor em Segurança da Informação Denny Roger, delitos eletrônicos são reflexo do profissional que lida com tecnologia da informação nos dias de hoje. A geração Y, “nascida na década de 80, entrando agora no mercado com pendrive no pescoço” – como brinca o consultor -, chega às empresas com a cultura de que tudo é permitido. Ao invés de se comunicarem exclusivamente por meio do telefone e do e-mail, utilizam messengers, blogs e o twitter para compartilhar críticas e elogios pela internet. Neste momento surgem os problemas, aponta o consultor.

Perigo
53% – dos chefes de segurança de empresas nos EUA consideram que ameaças internas são as mais perigosas, segundo pesquisa realizada pela RSA, divisão de segurança da EMC – uma das maiores empresas do mundo em infraestrutura da informação

7% – foi o prejuízo de organizações americanas, em 2008, causado por fraudes internas, de acordo com dados da Associated of Certified Fraud Examiners, o que representa US$ 994 bilhões

“Há dois anos, quando implementávamos um sistema de monitoramento, bastava criar um filtro e todo e-mail que estava sendo enviado com algumas palavras-chave tinha uma cópia de segurança. Com a chegada dos microblogs, do Twitter, do Orkut, fica difícil o monitoramento”. Denny Roger consultor em Segurança da Informação

Não me venha com essa de remediar

Preocupado com a segurança da agência de propaganda da qual é diretor, Rimaldo de Sá, 29, investiu em tecnologia antes mesmo que tivesse problemas com fraudes internas e externas. A experiência dos tempos de faculdade o fez lembrar da importância da conscientização dos profissionais.

“Já fui estagiário e professor, via de perto que em rodas de amigos, no bar ou outros lugares informais, as pessoas trocavam informações sigilosas como se fossem sem importância alguma. Pensava: ?quando abrir meu negócio, não vou permitir isso?”, lembra o diretor.

Chegada a hora de abrir seu próprio negócio, Rimaldo de Sá investiu na “Prósper 100% Segura”. Com chaveiros, banners e apresentações constantes, conscientizou funcionários e até mesmo clientes da importância de manter em segredo informações que circulam dentro da agência.

“Atualmente, toda vez que vamos apresentar uma campanha, levantamos a bandeira da segurança. Algumas informações vazam até pelo cliente, então começamos a mostrar para ele a importância do sigilo”, lembra bem-humorado. “Parece maldade da empresa, uma preocupação exagerada, mas não queremos passar por uma situação constrangedora”, defende Rimaldo de Sá.

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