chaves_seguranca_virusAlguém consegue se imaginar trabalhando, ou mesmo executando as tarefas mais básicas do cotidiano, na internet? Há não muito tempo, a resposta seria não, que isso é absolutamente impossível. No entanto, nos dias de hoje, muitas coisas mudaram, de modo que a grande rede que interliga computadores do mundo todo é elementar para o ser humano. Com a internet, é possível se comunicar por meio de e-mails e redes sociais, ter acesso aos mais diversos tipos de conteúdo em vários suportes diferentes, como texto, áudio, vídeo, imagens. É possível até ter entretenimento e fazer compras, tudo isso sem precisar sair do conforto de casa.

A internet é realmente uma ferramenta incrível que tem facilitado (e muito) a vida do ser humano. O que surgiu como um instrumento praticamente inacessível, usado apenas por militares nos anos 70 e 80, ganhou a população no geral no ano seguinte. Hoje, ela ocupa a maior parte das residências e quase todos os ambientes empresariais. A febre é tão grande, que quando as pessoas estão fora de casa, seja em um supermercado ou até nos restaurantes, acessam a rede por meio do celular, não conseguem ficar um minuto sem estarem conectadas.

 

Com o crescimento da internet, a privacidade se tornou um problema. Infelizmente, do mesmo modo que muitos utilizam este suporte para praticar boas ações ou apenas para facilitar atividades cotidianas, outros acabam se aproveitando para fins indevidos. Quem tem um conhecimento maior em relação aos dispositivos eletrônicos, acaba conseguindo acessar contas de e-mail e redes sociais de outras pessoas, obtendo dados pessoais. Isso pode acontecer isoladamente (quando você descobre que seu e-mail foi invadido por um hacker, por exemplo) ou em grandes proporções, quando um país acaba espionando outros.

Isso tem ocorrido muito. Em meados deste ano, Edward Snowden, que trabalhava na CIA declarou em uma entrevista que os Estados Unidos estariam espionando outros países, obtendo dados da internet e também telefônicos sobre várias pessoas. Os registros obtidos eram provenientes do Facebook, Yahoo, Google, Microsoft, Youtube, Apple e Skype, e a denúncia acabou sendo realmente comprovada pelo mesmo profissional que a fez. Depois que o assunto caiu na mídia, foi revelado que, supostamente, um maior número de nações teria sido vítima deste procedimento norte-americano, que foi justificado prontamente por meio da política antiterrorista dos Estados Unidos.

O Brasil também entrou para a lista dos países que foram espionados, e a presidente Dilma Rousseff se pronunciou enfaticamente na ocasião, afirmando que o combate ao terrorismo jamais poderia servir como um álibi para a espionagem. A chefe de estado já começou a planejar ações com o objetivo de proteger a internet brasileira, para evitar que isso continue a ocorrer. Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de uma comissão, se propôs a colocar limites sobre o acesso de registros eletrônicos e telefônicos, solicitando que procedimentos de espionagem como os que estavam sendo utilizados até então pudessem ser revistos.

Carta de Snowden ao Brasil

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Com todos estes acontecimentos, as pessoas passaram a refletir mais e a ficarem com mais receio de utilizar os meios de comunicação eletrônicos, afinal, nunca se sabe quem poderá se aproveitar disso para obter informações confidenciais. No entanto, também não há a possibilidade de cessar o uso da internet para “cortar o mal pela raiz”, afinal, isso representaria um retrocesso no uso da tecnologia. A internet pode continuar a ser usada, todos podem continuar com as suas contas nas redes sociais e utilizando seu e-mails, porém, é necessário buscar uma forma mais segura de se fazer isso diariamente.

A própria tecnologia é capaz de dar conta dos problemas causados por ela! No caso específico dos e-mails, que são a maior preocupação quando se trata de segurança, existem ferramentas que podem torná-los mais seguros e, inclusive, garantir que aquilo que você recebe seja confiável. Você já ouviu falar em assinatura digital e criptografia das mensagens?

A assinatura digital é um meio de ter certeza que aquele e-mail que você recebeu veio direto da sua fonte para você, ou seja, não sofreu interferências externas e perigosas no percurso. Já a criptografia também é muito eficiente, a mais comum é a assimétrica, composta pela chave pública (mensagem criptografada) e a chave privada, utilizada para descriptografar a mensagem . Desse modo, as únicas pessoas que poderão visualizar o e-mail são aquelas que possuem a chave privada, enviado pelo dono da chave pública, que criptografou a mensagem.

Existe um programa chamado “Pretty Good Privacy” (PGP), que serve exatamente para viabilizar a assinatura digital e a criptografia. O PGP é pago, porém, existe uma versão de funcionalidade similar que é gratuita, o GPG. A base destes programas é justamente permitir a geração das chaves públicas (que você irá distribuir às pessoas com quem se comunica, assim, elas saberão que os e-mails estão vindo realmente de você) e privada (que será apenas de seu conhecimento). Outro meio interessante é enviar um arquivo criptografado em anexo no e-mail, existem uma ferramenta prática, o TrueCrypt, saiba como usar.

Essas chaves serão utilizadas para codificar o conteúdo antes que ele seja enviado. Por exemplo, você usa a sua chave privada para codificar o texto que irá enviar. Apenas quem possui a chave pública (pessoas determinadas por você) poderão decodificar a mensagem e, por consequência, tomar conhecimento daquilo que está escrito. Existe até um dispositivo para que você teste se o procedimento realmente funciona antes de começar a enviar as mensagens dentro deste sistema de segurança.

Isso pode ser uma solução para acabar de vez ou, pelo menos, diminuir os riscos de uma possível espionagem, seja ela feita por algum governo ou mesmo por indivíduos que tenham conhecimento de internet suficiente para invadir a sua privacidade e segurança. Adote um programa gratuito para criptografar suas mensagens antes de enviá-la, afinal, é um dispositivo de segurança que está disponível, ou seja, deve ser utilizado amplamente.

Não é mais necessário correr o alto risco de que conteúdos de e-mails cheguem a pessoas indevidas e que poderão utilizar isso para causar algum prejuízo. O sistema de criptografia é simples, gratuito e muito seguro, podendo ser utilizado por qualquer um que desejar.

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