Será que os serviços de banda larga oferecidos no Brasil irão melhorar?

Esse artigo foi publicado na Revista Espírito Livre – Previsões para 2012.


 Recentemente escrevi um artigo discutindo a péssima qualidade da banda larga ofertada na Brasil, inclusive foi reportagem do Fantástico da TV Globo. As operadoras oferecem atualmente uma velocidade X, mas garante somente 10% da real contratada, uma propaganda enganosa e na minha opinião antiética. O pior é, em algumas localidades essa velocidade pode ser inferior a 10%, um absurdo.

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Com as ações do Governo, através do Plano Nacional de Banda Larga – PNBL essa realidade parece está mudando, o governo vai intensificar ações para reduzir impostos e estimular a melhoria da infraestrutura em todas as regiões do Brasil. Isso facilitará a acesso à internet e a inclusão digital. O objetivo do PNBL é massificar até 2014 a oferta da internet banda larga para 40 milhões de domicílios, espalhados por 4.283 municípios de todas as regiões do país. Antes de qualquer coisa é preciso planejar o crescimento da internet para que a mesma possa suprir a demanda, veja esse artigo sobre o tema.

Essas medidas anunciadas pelo governo irão acirrar a concorrência entre as operadoras, surgindo inclusive novos empreendimentos, podendo ocorrer melhoria na oferta de serviços de qualidade. Atualmente existem poucas operadoras assim, elas ditam como vão ofertar e qual a qualidade do serviço, fazendo com que o cliente aceite ou fique sem o mesmo.

Outra ação importante lançada pela ANATEL é a exigência de que as operadoras garantem, a partir de novembro de 2012, 60% da banda contratada, porém isso vai exigir das operadoras altos investimentos em infraestrutura, para atender todos os seus e potenciais clientes.

 

Computação em nuvem

Hoje os sistemas de informações estão migrando para a nuvem, facilitando a comunicação e encurtando distâncias. Para isso ser acessível à toda e qualquer empresa, a banda larga existente precisa ser 100% disponível, de qualidade e principalmente a um preço acessível, para que pequenas empresas possam ser modernizar. As empresas estão utilizando recursos da computação em nuvem para minimizar custos e adquirir praticidade, eficiência e principalmente sustentabilidade. A computação em nuvem elimina a necessidade de investir em infraestrutura internamente, a empresa loca a infra e os serviços para realização de suas tarefas, claro que deve ser avaliado a qualidade dos serviços e segurança da informação.

Para as empresas aproveitarem todos os recursos dessa tecnologia é necessário ter autenticidade, disponibilidade, confiabilidade, integridade, princípios básicos da segurança da informação. Além disso é importante infraestrutura de qualidade disponível em todas as regiões do Brasil.

 

Preços

No quesito preços, os serviços estão bem caros. Nos grandes centros o valor do megabyte está bem mais barato que nas regiões mais afastadas, que por sinal são serviços de pouca qualidade a um preço bem superior.

Em algumas regiões do Brasil com os valores praticados atualmente, torna-se impossível implantar certos projetos, se formos calcular os custos, ficaria além do faturamento de certos empreendimentos, isso precisa mudar.

As ações do governo, na minha opinião estão bem devagar, somente especulações até agora. Os cidadãos precisam de serviços de qualidade, o PNBL está com o cronograma bem atrasado e ações não definidas, é preciso melhorar isso. É importante que essas ações influenciem a melhoria da infraestrutura, force a diminuição dos preços e principalmente garantem qualidade, para que todos os tipos de empresa possam utilizar os recursos sem problemas ou empecilhos.

 

Ações para melhoria

Algumas ações que resolveriam esses problemas:

– Backbones escaláveis e flexíveis, para suportar o crescimento por vários anos, sem perda de qualidade.

– Ampliação da rede de fibra óptica, abrangendo todas as regiões (existe inclusive redes inativas)

– Cabos submarinos para atender outras regiões de forma rápida.

– Diminuir impostos para investimentos privados para acirrar a concorrência e forçar as operadoras a oferecer serviços de qualidade com baixo custo.

– Não limitar o downloads, muitas empresas, principalmente as que disponibilizam a tecnologia 3G, limitam a velocidade de download quanto atinge determinada quantidade de dados baixado. Isso é um empecilho para quem precisa de velocidade para trabalhar e executar suas tarefas diárias. Investido em infraestrutura, as empresas não precisarão praticar isso.

 

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