A internet ingênua dos primeiros tempos do Orkut vai se despedindo com ele. Ameaçada por bisbilhoteiros, censores e criminosos virtuais, a internet sobrevive, cresce e se multiplica de mão em mão, nos celulares. Enquanto fica mais evidente o interesse econômico que despertam os dados pessoais de cada cidadão e a disputa que a informação provoca entre as grandes corporações e governos, aumenta o número de conectados.

[ad#Adsense1]

No ritmo do Facebook e dos novos parceiros, o jogo é outro. Quase tudo se sabe sobre nossa vida, e os não amigos são os que sabem mais, transformando informação e gosto pessoal no grande mapa do consumo a ser monitorado.

No Brasil, o novo Marco Civil da Internet já está valendo, para supostamente regular o que pode ou
não pode. Mas as tentativas de se avançar contra a liberdade e a privacidade se repetem, aqui e ali, com a mesma velocidade de um “like”.

Nesse contexto, os aplicativos surgem como uma novidade. Agora, e cada vez mais será assim, a conexão serve também para pegar táxi, comprar ingresso para o cinema ou saber como está o trânsito. Ajuda na saúde, na educação e até no canteiro de obras. Em casa, a internet das coisas é uma tendência. Equipamentos dotados de números IP e interface para conexão à web serão parte de nosso mobiliário doméstico. Sem percebermos, nossa TV com conexão a internet ou o carro que já vem com o GPS são sinais dessa tendência.

Para o mal, a superexposição segue fazendo estragos na rede. Agora, o jovem astro que reclama da falta de privacidade não está sozinho. A fã quase mirim que posou com pouca roupa para o ex-namorado é vítima também da exposição indevida e tem a imagem mais que arranhada. Nas escolas, professores, pais e alunos buscam formas para sair das saias justas e enrascadas causadas pela exposição indevida de menores e do bullying por conta do uso de aplicativos como o Secret. Com ele, as postagens são compartilhadas sem identificação do autor.

Para que nosso já sobrecarregado e lento sistema judiciário não fique ainda pior, é preciso começar na sociedade um movimento de conscientização sobre as boas práticas na internet. Para resolver essa e quase todas as muitas mazelas – digitais ou não – do nosso país, no entanto, a educação é um passo obrigatório. Só com ela poderemos reduzir as desigualdades. E a internet pode se tornar uma poderosa ferramenta para encurtar distâncias e aproximar pessoas.

Autor: Jorge Carrano

Fique atualizado!

Fique atualizado!

Deixe seu e-mail abaixo e receba conteúdo exclusivo do blog.

You have Successfully Subscribed!